o bibliotecário 2.0 (SP1)

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O organizador de agenda na SLA’09 está um espanto.

Publicado por Julio Anjos em 2009, 19 de Fevereiro

E a conferência também. Estou com conflitos de três e quatro eventos simultâneos

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Entrevista Newsletter CI: Republicada

Publicado por Julio Anjos em 2009, 10 de Fevereiro

Com a devida autorização republiquei a entrevista que prestei recentemente à newsletter CI, principalmente porque a plataforma da Newsletter não permite ainda comentários dos leitores.

Note-se que aqui as secções aparecem em ordem inversa à que apareceram na entrevista.

Obrigado à  Ana Luísa Marques e à Filipa Ramalho, pela autorização.

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Entrevista Newsletter CI: CTDI, LCI e a formação BAD/LIS

Publicado por Julio Anjos em 2009, 10 de Fevereiro

Newsletter CI: Focando agora outro assunto, o Júlio frequentou o curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação da ESEIG. Conhecendo as bases por que se rege a Licenciatura em Ciência da Informação da Universidade do Porto, considera que há diferenças substanciais entre os dois cursos? Regem-se estes por paradigmas diferentes ou sente que há uma grande aproximação entre ambos?

Júlio dos Anjos: Não frequentei a Licenciatura em Ciência da Informação da Universidade do Porto pelo que não me sinto qualificado para tecer considerações de comparação entre CTDI e LCI.

No entanto acredito que há um deficit na visão estratégica, a longo prazo, para as profissões normalmente associadas tanto à LCI como à CTDI e a todas as licenciaturas e pós-graduações que criam profissionais para bibliotecas, arquivos, centros de documentação e actividades conexas.

Pelo que me apercebo, ao investigar os currículos em prática na esmagadora maioria das licenciaturas, pós-graduações, e até nos programas de MLIS americanos, ainda persiste a tendência para produzir diplomados que teriam, há quinze anos, enfrentado com êxito as mais difíceis entrevistas para empregos de alto-nível; todavia, se estas competências já não são suficientes hoje em dia, muito menos o serão daqui a cinco ou dez anos!

Sinto que é mais importante que o currículo das licenciaturas e pós-graduações, e a própria imagem que os profissionais da área têm da profissão, se adeqúe a novas realidades e necessidades. Acima de tudo, continua a ser necessário um maior entrosamento com a informática. As normas que proporcionam “job security” no mundo da informação para os próximos cinco anos serão provavelmente “BPMN” e “XSLT”, associadas à “ISAD” e ao “uniMARC”. O profissional de informação que queira estar no activo daqui a dez ou vinte anos tem de dominar minimamente estas quatro competências hoje, sob pena de não conseguir acompanhar o que vem aí nos próximos 10 anos.

Há muito que uma licenciatura na área de BAD não é uma boa opção para quem a procurar por gostar de literatura. Muito pelo contrário, a necessidade de dominar vários dialectos de modelação de estruturas de dados, e de processos de negócio, em “UML” devia ser publicitada aos quatro ventos! Esta é uma atitude que quero ver na base dos currículos nas licenciaturas nacionais e europeias.

Os licenciados destes cursos não têm nada a temer se, entendendo que é impossível às universidades anteverem quais serão as job-descriptions a que concorrer daqui a dez anos, assumirem que o sucesso vai sempre depender da sua capacidade individual de aprendizagem permanente e autónoma.

A internet e a Web 2.0, com todas as revoluções tecnológicas e sociais, faz com que esta seja, porventura, a melhor época da história para estar nesta profissão com esse espírito.

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Entrevista Newsletter CI: Bibliotecas, Web 2.0 e Bibliotecas 2.0

Publicado por Julio Anjos em 2009, 10 de Fevereiro

Newsletter CI: O que altera nas bibliotecas que aplicam a web 2.0? Como pode ser esta aplicada por estas instituições? Que ganhos visíveis podemos ter?

Júlio dos Anjos: Para reflectir sobre o impacto da Web 2.0 nas bibliotecas há que colocar três conceitos em perspectiva: Web 2.0, Bibliotecas que usam Web 2.0 e Bibliotecas 2.0.

- Web 2.0: Ao abrigo da vaga de ideias a que se chamou Web 2.0 geraram-se um número infinito de ferramentas fáceis de usar para a colocação de conteúdos na Web.

Estas ferramentas destroem as barreiras de entrada à presença na Web de qualquer instituição/ideia que se queira aí ver expressa. Não só a presença, mas a presença rica em formas de expressão como o texto, áudio, vídeo, etc.

- Bibliotecas que usam Web 2.0: Estas ferramentas são gratuitas, são fáceis de usar, contribuem para a prestação de serviços de comunicação e exposição das unidades documentais com regularidade.

A biblioteca tem de se expandir e tornar visível no ambiente em que os utilizadores passam o tempo, e hoje em dia cada vez mais utilizadores passam cada vez mais tempo na internet.

A biblioteca tem de competir por um segmento da atenção dos seus utilizadores quando estes estão a explorar o mundo via internet!

Que razões há para as bibliotecas quererem ser visíveis na Web? Porque a espécie humana continua a ter de obedecer a um ciclo de 24 horas! Simplesmente temos apenas 24 horas de atenção para dispensar ao mundo! Cada vez mais grupos demográficos estão a gastar essas 24 horas em cada vez menos actividades que os ponham em contacto com a biblioteca-edifício.

Entendo que a pergunta colocada revela conter a própria resposta: a “que ganhos visíveis podemos ter?” a resposta imediata é: “visibilidade”.

E uma vez estabelecido que a biblioteca deve estar presente na Web, entendo que existe a obrigação de fazer essa existência visível por meio de uma presença “regularmente renovada” ao invés de uma página institucional com horários de abertura, dados estatísticos da colecção, história institucional e do edifício, e pouco mais. Veja-se a presença “oficial” da Biblioteca da Ajuda (http://www.ippar.pt/sites_externos/bajuda/index.htm) e a presença “real” da Biblioteca da Ajuda (http://bibliotecadaajuda.blogspot.com)! Qual das duas contribui mais para a execução da missão da Biblioteca da Ajuda? Creio que é a em bibliotecadaajuda.blogspot.com.

O uso de ferramentas da Web 2.0 pelas bibliotecas talvez não tenha impacto na qualidade de serviço percebida por 70% dos utilizadores regulares da biblioteca “edifício”, mas estende a nossa influência e torna-nos visíveis a grupos demográficos que de outra maneira chegarão à idade adulta sem nunca ter posto os pés numa biblioteca (a não ser uma biblioteca escolar, para cumprir castigo, o que a longo prazo equaciona, em termos de programação neuro-linguistica, “bibliotecas” com “antecâmaras do serviço prisional”).

Dito de uma maneira muito simples: a maior parte das bibliotecas, mais tarde ou mais cedo, acabará por ter um serviço noticioso regular aos seus utilizadores potenciais, via Web, com imagens, fotografias, vídeos, gravações áudio, etc. Não o estar a fazer neste momento e época, é um desperdício de tempo e oportunidade. É continuar a trabalhar à luz da vela, quando há electricidade grátis em todo o lado!!!

É certo que as operações de comunicação de qualquer serviço documental não têm de ser operacionalizadas com um blogue no blogspot ou no Sapo; os vídeos da hora do conto ou da palestra do autor famoso não têm de ser apenas de 320 por 240 pontos nem residir no youtube; as fotografias daquela colecção maravilhosa de postais que está no fundo local não têm de estar publicadas no flickr.

Podem-se usar várias outras ferramentas, mas é impossível contratar uma plataforma de edição de conteúdos multimédia e a largura de banda, sem passar por um concurso público, abertura de propostas, restrições orçamentais, etc. No entanto, as ferramentas Web 2.0 permitem concretizar a visibilidade do serviço documental, com qualidade mais que razoável e um custo imbatível: € 0!

As bibliotecas estão então perante três opções: procuram obter financiamento para uma ferramenta que faça tudo; usam várias plataformas de auto-publicação e repositórios multimédia que existem na Web 2.0; confessam que não há competência para divulgar a biblioteca para além da montagem de expositores no hall de entrada!

- Biblioteca 2.0: Se até agora falei do valor táctico da Web 2.0, quero agora diferenciar o conceito que emerge do impacto, não da Web 2.0, mas da mentalidade 2.0, que ao ser adoptada por bibliotecas, as transforma qualitativamente em Biblioteca 2.0; aquela que o Pedro Príncipe dizia que tinha de ser uma “opção ousada”.

Uma Biblioteca 2.0 é aquela em que algumas das notícias, publicadas no blogue, para além de serem escritas e assinadas pelo director, têm os comentários dos utilizadores aceites, publicados e respondidos pelo mesmo director à vista da comunidade servida.

Uma Biblioteca 2.0 é aquela que, tendo o catálogo acessível na Web, permite comentários aos livros e a possibilidade de os utilizadores valorizarem o prazer que um determinado livro lhes deu.

Uma Biblioteca Nacional 2.0 seria aquela que custearia a infra-estrutura de serviços informáticos para que toda esta informação fosse “registável”, “validável” e “trocável” ao longo de toda a Rede Nacional de Leitura.

Uma Biblioteca Universitária 2.0 é aquela que permite registar a importância do capítulo 3 de determinado livro para a compreensão de determinado ponto de vista numa disciplina não relacionada, sendo esse registo feito por um professor ou por um aluno.

Uma Biblioteca Universitária 2.0 é aquela que permite e põe em evidência, a atribuição de termos de indexação pelos alunos!

Um Serviço Documental 2.0 é aquele que não obriga a que um texto de 150 palavras esteja visado por 3 directores e ortograficamente corrigido por 5 pessoas antes de o publicar.

Uma Biblioteca 2.0 é a que dialoga, aceita e convida o utilizador a participar nela electronicamente!

A maior parte destas actividades nem é nova: a orientação ao serviço ao utilizador, o desenvolvimento promovido em função das necessidades dos utilizadores, a procura de ser um centro da agregador da comunidade, etc.

Fazer da biblioteca uma montra da comunidade em que está inserida, sempre foi uma das funções da biblioteca. Deixar os membros da comunidade colocarem “post-it’s” nos livros é que não! Este convite à expressão do utilizador, e a imediata incorporação da sua contribuição é que é pôr “2.0” na “Biblioteca”… e é uma mudança real do conceito de biblioteca, ajustando-a aos novos tempos e possibilidades tecnológicas.

A Biblioteca 2.0 corresponde ao afastamento de uma mentalidade da “catedral” e a adopção de uma mentalidade mais própria do “bazar”, uma passagem da mentalidade de rede de “torres” e “bastiões” para uma mentalidade de “nuvem” em que tanto as bibliotecas como os seus utilizadores são “gotas”.

É perante esta ponderação que há que ser audaz; o “nada fazer” é contribuir para a que “Biblioteca” venha a ser rotulada com “obsoleto”, “anacronismo”, senão mesmo com “extinção”.

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Entrevista Newsletter CI: O blogue

Publicado por Julio Anjos em 2009, 10 de Fevereiro

Newsletter CI: No nosso número anterior, Pedro Príncipe disse: “considero que as bibliotecas e os serviços de informação e documentação têm muito a ganhar se forem “ousando” experimentar aplicações 2.0 nos seus meios de informação e comunicação”. O seu blogue, O bibliotecário 2.0, aponta obviamente para a web 2.0 aplicada às bibliotecas.

Júlio dos Anjos: O meu blogue descreve principalmente a aventura da construção de um “bibliotecário 2.0”, havendo ainda muito para discutir e investigar sobre o que deverá ser um “bibliotecário” nos tempos do “2.0”, e mesmo se um “bibliotecário 2.0” é um conceito necessário…

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Entrevista Newsletter CI: O que é a Web 2.0

Publicado por Julio Anjos em 2009, 10 de Fevereiro

Newsletter CI: No número anterior entrevistamos Pedro Príncipe, autor do blogue “Rato de Biblioteca”, e acabamos por abordar um pouco a temática da web 2.0. No entanto, gostaríamos de a abordar mais profundamente. Tendo em conta que o nosso público-alvo é bastante generalizado mas que conta com novos alunos da área, explique-nos por favor o que é a web 2.0.

Júlio dos Anjos: Concebo Web 2.0 como a denominação normalizada para um fenómeno social na utilização da web em que a interacção entre os utilizadores se caracteriza por um alto nível de partilha e colaboração. Uma parte fundamental desta Web 2.0 é a capacidade de qualquer pessoa poder publicar conteúdos na Web, de um modo fácil.

O fenómeno começa por se concretizar com a possibilidade de expressão de opinião pelos “consumidores” com a simples indicação de “gostei/não gostei”; evolui para a expressão de “gostei x numa escala de 0 a 5”; e, finalmente, atinge a capacidade de exprimir opiniões, publicadas ao lado da obra avaliada, ou qualquer manifestação conexa. A pioneira deste fenómeno é a Amazon, que foi também o primeiro grande exemplo de capitalização da opinião dos utilizadores.

Já a Google, muito antes, começara a “aproveitar” a actividade de todos os webmasters, usando os termos contidos nos links para um determinado recurso, enriquecendo os seus meta-dados. Assim, todo o material na web tornou-se “encontrável” não apenas pelo seu conteúdo (problema de indexação e recuperação de texto integral há muito resolvido) mas também pelo que se dizia acerca dele na Web. Este salto quântico na “findability” nunca foi possível nas bibliotecas ou nos arquivos: teria sido necessário que as bibliotecas usassem todos os rabiscos encontrados escritos nas margens de cada livro para enriquecer o catálogo.

A disseminação e generalização de acesso à internet por banda larga potenciaram a participação generalizada do público com a distribuição maciça de conteúdos pelos internautas, para consumo de outros internautas. Este fenómeno começou por revelar-se no Flickr e tem o seu apogeu nos valores recentemente divulgados pelo YouTube: por minuto são recebidas 13 horas de vídeos! (http://googleblog.blogspot.com/2008/09/future-of-online-video.html).

É esta explosão gigantesca da capacidade de intervenção dos utilizadores nos media que faz com que a Web deixe, definitivamente, de ser mais um media tradicional de comunicação para ser “o media”, e daí o 2.0.

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Entrevista Newsletter CI: Quem é Julio dos Anjos

Publicado por Julio Anjos em 2009, 10 de Fevereiro

Newsletter CI: Dando seguimento à entrevista do número passado (nº3, com Pedro príncipe), continuamos a abordar um pouco a temática da web 2.0., desta vez com Júlio dos Anjos, autor do blogue Bibliotecário 2.0.

Júlio, agradecemos antes de mais a sua disponibilidade e o facto de ter aceite contribuir para a Newsletter de CI. Comecemos por uma breve biografia sua.

Júlio dos Anjos: Júlio dos Anjos é um profissional de TIC com experiência na área desde 1980 (1º computador), exercendo actividade profissional em TIC  desde 1982 (1º emprego em computadores), e área das documentação-informação desde 1990, quando co-funda e assume o cargo de director técnico da Lusodoc.

Em 2004 iniciou a “aventura” de obter uma licenciatura em Ciências da Documentação e Informação, tendo-se inscrito e frequentado a Licenciatura de CTDI da ESEIG.

Está neste momento a frequentar a Pós Graduação em Sistemas de Informação do Instituto Superior Técnico.

É editor de vários blogues, entre eles o “Bibliotecário 2.0 (RC)”, fundado em Maio de 2006, e é o criador do serviço “Bibliorandum”.

É membro da INCITE desde 2004, tendo participado na sua direcção, onde presentemente desempenha o cargo de Vice-Presidente.

É frequentador assíduo de conferências nacionais e internacionais na área de BAD, onde já realizou algumas apresentações sobre Web 2.0 e bibliotecas, a mais recente das quais na Internet Librarian International’08, em Londres.

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