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StakeHolders numa Biblioteca Universitária…. pensando alto…

Publicado por Julio Anjos em 2007, 17 de Novembro

Definições (depois de adaptadas):

  • Grupos sem cujo suporte a biblioteca deixa de existir (Stanford Research Institute)
  • Todas as pessoas, grupos ou organizações que podem reclamar parte dos recursos, atenção e produto da organização ou ser afectados pela produção da organização (John Bryson)
  • Os stakeholders duma biblioteca universitária são todos aqueles (pessoas/organismos) que são atingidos pela sua performance e têm algo a perder ou a ganhar conforme a performace melhora ou piora.
  • Stakeholders são mais que meros utilizadores da biblioteca: preocupam-se com o seu sucesso, promovem as suas actividades, são lobbyists em seu nome (Weingand, 1997).

A visão inclusiva do conceito aceita que pode haver grande variedade de relações entre um stakeholder e a Biblioteca, mas propõe que o foco seja colocado sobre

  • Os que investem nela (shareholders)
  • Os que compram/usam os seus produtos e serviços (customers)
  • Os que nela trabalham (empregados)
  • Os que lhe fornecem produtos e serviços (fornecedores)
  • Os em cujo seio ela opera: comunidade (local, nacional, internacional)

(Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures & Commerce (RSA))

Aos primeiros, shareholders, podemos assignar os organismos de gestão da Escola e do Instituto; indirectamente a biblioteca é influenciada pelo, mas não pode influenciar o Ministério que dota o Instituto e através deste a Escola de verbas. Por último a Nação com cujos impostos essas verbas são concretizadas.

Como "customers" podemos qualificar os professores, os alunos e outros investigadores, internos ou externos, que façam uso dos serviços da biblioteca

Empregados é, à partida, auto evidente

Em "fornecedores" temos todos os livreiros e fornecedores de bases de dados, de software de gestão do acervo, etc

À comunidade temos de assignar dois ou três componentes:

  • A dita sociedade/nação, que paga o funcionamento da biblioteca recebendo em troca graduados capazes de aumentar a riqueza nacional
  • A comunidade científica externa (nacional e internacional)
    • que cria a ciência documentada nos serviços adquiridos pela biblioteca
    • que recebe a ciência feita na instituição recorrendo aos serviços e produtos disponibilizados pela biblioteca
  • Uma outra comunidade que é stakeholder nos cursos ministrados na Escola são as entidades potenciais empregadoras dos licenciados.
    No caso do meu curso um dos stakeholders mais intímos são todos os directores de serviços de informação que um dia tenham de encarar a opção de contratar ou não um licenciado deste curso nesta escola.
    A ligação entre o stakeholder "sociedade" e o "curso-biblioteca-escola" é precisamente feita  através da ligação entre os "cursos"(linhas de produção) e o "mercado de emprego" (em que se concretiza o retorno dos serviços dos licenciados ao investimento feito pala sociedade).

Assim podemos apresentar a seguinte sequência de stakeholders (conforme mais ou menos afectados pela performance da Biblioteca):

  • Estudantes
  • Corpo docente (como utilizadores directos e como beneficiários do serviço prestado pela biblioteca aos primeiros)
  • Direcção da biblioteca
  • Funcionários da biblioteca
  • Gestão da Escola e do Instituto (especificamente como administradores e genéricamente como beneficiados da maior qualidade de licenciados)
  • Governo
  • Sociedade (teoricamente desde a humanidade no seu todo ao município)
  • Comunidades de investigação (externas)
  • O futuro

( Brophy, P. and Coulling, K. Quality management for information and library managers. London: Aslib Gower, 1996 (p. 41))

Stakeholders com alguma significância mas difíceis de enquadrar numa chamada ao planeamento estratégico:

  • Bibliotecas que formam redes e sistemas com esta
  • Os fornecedores
  • As associações profissionais (a comunidade de bibliotecários que é atingida pela performance de toda e cada biblioteca), mas isso obriga a enquadrar todo o sistema nacional de ensino superior e todas as suas bibliotecas, como stakeholder….

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A biblioteca universitária e a cadeia de valor da universidade

Publicado por Julio Anjos em 2007, 17 de Novembro

Pergunta: Ao lado dos professores, é a biblioteca universitária um agente cuja performance tem influência tanto na  qualidade do produto final(finalistas) imediato como qualidade da matéria prima (caloiros) a curto e médio prazo?

A performace de uma Universidade é medida pela empregabilidade dos seus formandos (não pelos números absolutos de formandos, isso é o ensino secundário).

Quanto maior a apetência do mercado pelo seu produto, formandos, em concorrência com outros formandos de cursos similares, maior a competição para entrar e mais alta a qualidade dos candidatos que se apresentam às vagas disponíveis. Certo?

É defensável que a qualidade dos serviços prestados pela biblioteca universitária seja um valor acrescentado tal como os serviços de orientação pedagógica prestados pelos professores?

Portanto: faz a biblioteca parte da cadeia de valor da Escola?

Que é defensável que sim, eu já sei…

O que me aflige é se será defensável que não?

A performance da Biblioteca (independentemente da percepção imediata da performance pelos utilizadores directos) não tem apenas impacto no trabalho apresentado pelo aluno ao professor, mas no trabalho mais tarde realizado pelo aluno, uma vez formado, na sociedade… e consequentemente na percepção da performance da escola por essa mesma sociedade, pois para a sociedade em geral a performance dos formados é sempre mais ou menos cognata com performace da Universidade

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Incrivel… a biblioteca demasiado boa!!!

Publicado por Julio Anjos em 2007, 17 de Novembro

Kathy Dempsey (2002, July). Visibility: Decloaking “the invisible librarian”. Searcher: Special Issue, 10(7), 76-81.  Retrieved November 17, 2007, from ProQuest Computing database. (Document ID: 133732741).

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Medical Librarian 2.0

Publicado por Julio Anjos em 2007, 17 de Novembro


O Indice:

  • Introduction (M. Sandra Wood)
  • Library 2.0: An Overview (Elizabeth Connor)
  • Virtual Reference Services for the Academic Health Sciences Librarian 2.0 (Ana D. Cleveland and Jodi L. Philbrick)
  • Applications of RSS in Health Sciences Libraries (Alexia D. Estabrook and David L. Rothman)
  • P.O.D. Principles: Producing, Organizing, and Distributing Podcasts in Health Sciences Libraries and Education (Nadine Ellero, Ryan Looney, and Bart Ragon)
  • Streams of Consciousness: Streaming Video in Health Sciences Libraries (Nancy T. Lombardo, Sharon E. Dennis, and Derek Cowan)
  • Social Networking (Melissa L. Rethlefsen)
  • Content Management and Web 2.0 with Drupal (Chad M. Fennell)
  • It*s a Wiki Wiki World (Mary Carmen Chimato)
  • Mashing Up the Internet (Michelle A. Kraft)
  • Index
  • Reference Notes Included

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Já perdeu o sentido

Publicado por Julio Anjos em 2007, 17 de Novembro

Não sei se há regras para o marketing por email mas ao fim de dois anos o titulo do email e do serviço já perdeu o sentido

E ando nisto de “era digital” desde, deixa cá ver, 1982/3, ainda a HP andava a vender calculadoras (muito boas mas apenas isso, calculadoras)

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Tertúlias Tecnológicas do PIGeCo – Gestão de Conteúdos e Web 2.0

Publicado por Julio Anjos em 2007, 15 de Novembro

Temos uma sociedade ligada à internet. Alguns dos nossos utilizadores nessa sociedade (e sem outros diferenciadores, são público das bibliotecas publicas) pertencem à geração nativa da internet (que apenas conhece um mundo com acesso permanente à internet). Outros dos nossos utilizadores são imigrantes digitais (conheceram o mundo sem internet) ou são info-excluídos (sem acesso à internet ou nem sequer estão no patamar da pirâmide de Maslow).

Para os nativos digitais a web é um mecanismo de acesso à informação (e ao ócio) completamente transparente, ou seja: nem dão por isso, de tal maneira o fazem sem esforço.

Defendo eu (e alguns outros pensadores da área) que o acesso das Bibliotecas a essas gerações (e a todas que se lhes seguirem) tem de passar pela internet.

(E ter uma presença na internet é muito mais que ter uma página na internet… muitos sítios de bibliotecas na internet não são presença, são “epitáfios” e “lápides”)

Portanto as bibliotecas vão ter de marcar presença na internet com serviços tão bons, bonitos, atraentes, viciantes, etc como a concorrência, ou seja: todos os outros serviços que concorrem pela atenção dos nosso utilizadores (que continuam a ter apenas 24 horas por dia para gastar).

Para uma presença dinâmica na web o uso de ferramentas web 2.0 é essencial. Para isso o tema “Gestão de Conteúdos e Web 2.0” é altamente relevante e pregnado de potencial.

A temática é muito boa…  talvez demasiado boa para ser explorada apenas a nível de tertúlia…. conversa de café… tendo ficado por explorar muita coisa, pois o fenómeno é de grande fôlego, podendo ter sido explorado em três perspectivas:

1ª A selecção de conteúdos pelo técnico de informação, para benefício dos utilizadores do seu serviço, numa web 2.0 em que até a nossa avó pode ser produtora de conteúdos. É por estar TUDO na internet que somos indispensáveis como técnicos de informação.

2ª O papel, o perfil, as competências e perícias necessárias ao técnico de informação  para ser um produtor de informação na web 2.0 (Sobre isto vejam a a apresentação de Fabiano Caruso no CTDI 2007)

3ª O papel, o perfil, as competências e perícias necessárias ao técnico de informação  para ser um auxiliar e formador eficaz dos seus utilizadores tanto no acesso à, como na produção da, informação na web 2.0.

Nas bibliotecas universitárias o problema é muito ainda mais premente: a quase totalidade dos utilizadores a nível de licenciatura é um nativo digital! Muitos dos utilizadores a nível de mestrado e doutoramento são imigrantes digitais especialmente bem integrados. O único grupo de clientes tipicamente imigrante digital (quando não info-excluído) é o corpo docente.

Também para bibliotecas e serviços de documentação e informação de empresas a temática da web 2.0 é fundamental: as ferramentas de comunicação e de criação (desenvolvimento, cimentação, etc) de sentido de comunidade oferecidas pela web 2.0 são altamente relevantes para muitas  empresas, principalmente as de topo. Mais ainda: também para estas empresas o acesso a técnicos e profissionais com à-vontade na criação de conteúdos, que possam moldar a imagem pública da empresa junto destes novos públicos é um factor preferencial. [Veja-se o mercado, apresentações anteriores, etc da conferência Social Media Forum]

Parece-me  difícil de contradizer  que dentro de muitos poucos anos a maior parte das relações entre as bibliotecas de sucesso e os seus utilizadores será por meio de ferramentas agora chamada de web 2.0 e os serviços da biblioteca serão prestados pela projecção destes no ambiente digital em que os utilizadores vivem (mais ou menos tempo).

A utilização destas ferramentas, o papel do serviços de informação e documentação bem como dos seus  profissionais, neste universo, que se adivinha já muito próximo, parece continuar a passar ao lado de muitos cursos da área, seja de licenciatura, de mestrado ou de doutoramento. Não só ao nível da reflexão como ao nível da formação. Num mundo em que é cada vez mais difícil apresentar factores diferenciadores nos currículos o Prof. Herrera falou muito bem de que os concursos estão cheios de gente que sabe catalogar e indexar, mas não de gente que saiba concretizar sítios internet dinâmicos e integrados com base de dados.

Estamos portanto no ponto fulcral do que ficou por dizer, e que parecia vir no título da Tertulia: qual a necessidade de embeber tecnologias web 2.0 na prática da docência e qual a necessidade de fazer dessas ferramentas objecto de formação…

Acho que a necessidade de formação já se estende às ferramentas Web 2.0: As  bibliotecas (e outros serviços de informação, memória e documentação) estão sedentas de se posicionarem dentro desta arena, e para isso precisam de pelo menos uma de duas coisas: ou auto formação ou licenciados  com estas competências à saida da Universidade.

Que a ESEIG não dê esta vantagem competitiva aos seus alunos é uma coisa que não me espanta. Que nem a Universidade de Granada o faça é preocupante. Que duas universidade americanas (San José e Washington State) já tenham uma cadeira semestral dedicada a ferramentas sociais é encorajador, que apenas sejam duas é também preocupante.


Trabalho (com algumas referências complementares e uns acentos corrigidos) apresentado no contexto da cadeira de Análise e Modelação de Sistemas por ocasião da “conversa” (com café e tudo) que o Prof. Doutor Vitor Herrero Solana da Universidade de Granada e Grupo SCImago veio fazer à ESEIG a convite do PIGeCO


Nota: Este texto e feito sob a influência de algumas das conclusões apresentadas em http://www.pewinternet.org/pdfs/PIP_ICT_Typology.pdf. Apesar de não serem sobre a população portuguesa, e independentemente das proporções relativas, o facto permanece que os utilizadores tipificados existem realmente… são consequência do acesso à internet de banda larga, não do país em que a acedem (com ressalva para a China?)

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Deem atenção a isto por favor….

Publicado por Julio Anjos em 2007, 14 de Novembro


por Roy Tennant.

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