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TEDxOporto: A visão de um Information «qualquer coisa»

Publicado por Julio Anjos em 2010, 22 de Fevereiro

Aqui este bibliotecário  (arvorado em Profissional de Informação) teve o grande previlégio de ser um dos 400 seleccionados para estar na audiência presencial do TEDxOporto. Muito se poderia dizer sobre o programa (maravilha), os oradores (maravilha) , a organização (maravilha), etc…

Mas quero, aqui, invocar as competências de marketing e chamar a atenção de todos, mesmo os que nem sabiam da TEDxOporto, para o facto de estes eventos e todos os envolvidos (na audiência, no palco, nos bastidores) demostrarem, provarem e produzirem um serviço de interesse nacional: credibilidade internacional do nosso povo, pois que, num tempo em que muitos (cá dentro e lá fora) duvidam do nosso país, o TEDxOporto (entre muitas outras iniciativas em curso em Portugal e algumas delas estiveram no palco do TEDxOporto) demonstra sem sombra de dúvida que os nossos “melhores” estão ao nível dos melhores de qualquer sitio do mundo.

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Curso Geral de Gestão (@ NOVA ): Reflexão

Publicado por Julio Anjos em 2010, 15 de Fevereiro

Conforme alguns dos leitores deste blogue sabem o Bibliotecário 2.0 andou pela Rua Marquês da Fronteira a frequentar uma Pós Graduação de Gestão, denominada "Curso Geral de Gestão".

Teria gostado de ter conseguido tirar um MBA, mas depois de ter investido 4 anos a quase tempo inteiro na Licenciatura CTDI, não me foi possível investir a tempo inteiro agora num MBA.

No entanto o diagnóstico de falta de competências na área estava à muito feito e não foi, de modo algum, preenchido com a Licenciatura em CTDI (e não era para ser), nem com a cadeira de ESI no POSI

Eis-me agora com os três pilares de que se falou amiúde nas aulas de Arquitectura Empresarial, do POSI:

Picture1

O pilar da Informática (sustentado formalmente pelo POSI, MSCD entre outros e, informalmente, por todos os meus empregos e trabalhos desde 1982) representado pelo vértice das Aplicações

O pilar da Informação, preenchido formalmente por CTDI e pelo meu trabalho na Lusodoc desde 1991

O pilar da Gestão e do Negócio potenciado com o CGG que também vem contextualizar a minha ambição de me dedicar mais a esta área.

Antes de começar a reflectir nos objectivos de médio e longo prazo da execução deste plano de formação, o que farei em futuros posts, gostava de reflectir sobre o CGG em si:

Pode ser um disparate, mas a verdade é que considero que tive uma grande sorte em ver a minha candidatura ao Mestrado Executivo em Gestão Empresarial do ISCTE recusada. É certo que fiquei sem ECTS’s creditados para um eventual mestrado no ISCTE… mas enfim… perda do ISCTE.

Tive então de pegar nas outras admissões que já tinha conseguido e a candidatura ao Nova Forum foi a eleita em detrimento do programa PAGE da Universidade  Católica (incompatibilidade de calendário com os programas Internet Librarian e Internet Librarian International).

Professores altamente habilitados, de craveira internacional, a maior parte deles doutorados fora de Portugal (a passagem pelo INSEAD é comum), com índices de ligação (força, profundidade e tempo)  ao tecido empresarial português e mundial de fazer inveja a muito Conselho de Administração. E professores que não só são bons a ensinar como são bons a pensar: sem fazer muita força encontrei mais de 60 artigos escritos por um deles (Miguel Pina e Cunha), vários a serem citados mais de 5 vezes. O sistema  publish or perish pode ter muitos defeitos, mas “magister dixit” e outros têm muitos mais!

Encontrei um programa de estudos muito bem estruturado, com apenas um ou dois momentos que podiam ter sido trocados por algo mais proveitoso.

Vários momentos de "jaw drop" e "eye opening", a maior parte deles associados a Luís Neves Adelino e ao seu profundíssimo conhecimento de Finanças Empresariais.

Outros destes momentos estão ligados a Luís Filipe Lages e ao dia que nos esteve a falar de Internacionalização de empresas, projectos e (mais importante ainda) pessoas, que tocou fundo muitos colegas, e me teria também tocado fundo não estivesse eu, já há muito em processo de internacionalização (Bolonha e Milão este ano foram o meu fechar de ciclo sobre aquela vez em que me chamaram vendor numa workshop  da IFLA ). Lembro-me dessa aula sempre que falo com pessoal jovem sobre as perspectivas futuro de Portugal (a começar pela minha filha). Espero que volte todos os anos para dar aquele dia de CGG; valoriza imenso o curso todo.

Também as aulas de Planeamento Estratégico, disciplina rainha deste tipo de cursos, administrada por  João Silveira Lobo teve muito impacto. Nunca sendo possível fazer uma análise exaustiva de todas as teorias e modas do planeamento estratégico, João Silveira Lobo fez uma escolha muito feliz de  "processo" e dedicou o tempo a explorar essa visão e a maneira como a leva à implementação . Em conjunto com a "Internacionalização" ficou um canivete ‘suíço’ muito completo para a vida pessoal, empresarial e associativa. À parte de tudo o resto, depois de vários cursos e disciplinas de estratégia dados à base de SWOT e TOWS passar por um curso com outro paradigma é muito bom.

Mensagem aos meus colegas de CTDI: estimem muito o que aprenderam nas disciplinas e com os professores que vos puseram a fazer "mapas estratégicos" e ”balanced scorecards".

E, coisa estranha, a quantidade de PowerPoints no CGG é baixíssima! É comum professores falarem/dialogarem/contestarem/discutirem uma matéria durante 4 horas sem perder o fio da meada!  A capacidade de Neves Adelino recapitular tudo o que deu na aula anterior (mesmo que tenha sido 3 semanas antes) é "jaw dropping".

Ficou-me apenas um único engulho: a disciplina de Comunicação, normalmente orientada por José Manuel Fonseca, foi nesta edição orientada por outra pessoa por motivo de doença. Segundo todas as pessoas que conheci e que já tinham feito o CGG, fiquei a perder…   Aliás Neves Adelino, ao cumprimentar-nos por, pela primeira vez em 20 anos, ter visto 24 respostas diferentes à primeira fase de avaliação de Finanças (aqui o Bibliotecário 2.0 teve 92% de nota), atesta da falta de coesão inicial da turma. De certeza que não vai poder afirmar o mesmo da segunda fase de avaliação.

Para mim foi um privilégio ter sido aluno desta gente e quando voltar ao diálogo com o Engº Tribolet, vou de certeza tentar mudar os preconceitos que nutre em relação aos economistas e gestores.

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Recapitulando o POSI: Processos, Modelação e Representação em BPMN

Publicado por Julio Anjos em 2010, 10 de Janeiro

Processo: conjunto de actividades inter-relacionadas e inter-actuantes que transformam entradas em saídas, planeadas e executadas sob condições controladas de modo a acrescentar valor (Via NP EN ISO 9000)

Identificam-se os processos em função das fronteiras e do negócio da organização. Identificar as actividades que constituem um processo é mais difícil.

Especificação de um Processo: Como é que transforma entradas em saídas. É realmente a forma única, na organização, de executar essa transformação? Sem isso o processo e a organização não podem ser optimizados e automatizados.

Um processo pode ter tantos sub-componentes hierárquicos quantos o que apetecer.

Pontos de análise de um processo: control-points (pontos de observação), break-points (quando os processos cruzam unidades orgânicas), critical-points (actividades cujo resultado é visível ao exterior da organização), Business Rules (regras de negócio expressas em termos de condições e informação).

Control-points: permitem medir qual o valor acrescentado pelo processo>/pelas actividades (= eficácia) e qual o custo desse valor acrescentado (= eficiência).

É preferível um control-point cuja localização e métrica seja objecto de discussão que nenhum control-point.

De uma aula de Arquitectura Empresarial, pelo Prof Armando Vieira, no POSI.

PS: Resultado final da aula: As regras de análise para, depois de analisar um determinado negócio (no meu caso um Banco Central), criar representações dos seus processos com este aspecto

job_application_process[1]

Estas representações permitem depois a optimização, automatização, cisão (criação de sub-unidades ou outsourcing) e mesmo análise de fusões (devem , quando bem feita a análise, ser evidentes os pontos de colagem, sobreposição, etc)

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DNA da Inovação

Publicado por Julio Anjos em 2010, 10 de Janeiro

Estudos com gémeos idênticos apontam para: 1/3 da capacidade de pensar criativamente vem da genética e 2/3 vem da aprendizagem: ie: compreender a competência, praticar o seu exercício, experimentar, e por último ganhar confiança na capacidade própria de criar coisas.

Competência 1: Associar, habilidade de, com sucesso, correlacionar questões, afirmações, problemas, ideias de campos diferentes (e disjuntos?). Também conhecido como “Medici effect

Esta competência está intimamente relacionada com o modo de funcionamento do cérebro. […]

Associar é um musculo mental que se fortalece com o uso de outras competências de inquérito e descoberta. […] gerar ideias que possam ser recombinadas de novas maneiras. Quanto mais frequentemente as pessoas neste estudo tentam entender, categorizar e incorporar novo conhecimento, mais facilmente os seus cérebros consegue, com naturalidade e consistência, criar, guardar e recombinar associações.

Competência 2: Inquirir, ou como Drucker disse: “O mais difícil mas também o mais importante não é o encontrar das respostas certas, mas o encontrar das perguntas certas”.  A inovação envolve a permanente formulação de perguntas que desafiem a sabedoria “popular/comum”, enfim: “questionar o inquestionável”.

Pergunte-se “Porquê”; Pergunte-se “Porque não”; Pergunte-se “e se…”

Competência 3: Observar fenómenos comuns, particularmente o comportamento de clientes reais ou potenciais. É a dimensão antropologista. A observação cuidadosa, intencional e consistente de pequenos detalhes de comportamento, de clientes, de fornecedores de outras empresas, permite conhecer outras maneiras de fazer “as coisas” que já sabem fazer. Na Toyota chama-se a isto “genshi genbutsu” ie: “vai lá e vê por ti mesmo”

Competência 4: Experimentar

[…]

Competência 5: Networking

Devotar tempo e energia a procurar e a testar ideias através de uma rede de diferentes indivíduos dá aos inovadores uma perspectiva radicalmente nova. Os inovadores fazem esforço especifico para procurar, encontrar e relacionar-se com pessoas com ideias diversas das suas [que na verdade são as únicas que podem expandir as suas próprias ideias]. Isto pode ser feito visitando outros países [ou outras cidades ou outros bairros ou frequentando outros restaurantes].

Frequentam também conferências como TED, Davos e o Festival de Ideias de Aspen.

The insights required to solve many of our most challenging problems come from outside our industry and scientific field. We must aggressively and proudly incorporate into our work findings and advances which were not invented here

Kent Bowen


Tradução livre de “The Innovator’s DNA”, publicado na Harvard Business Review em Dezembro 2009, da autoria de Jeffrey H. Dyer, Hal B. Gregersen, and Clayton M. ChristensenJeffrey H. Dyer, Hal B. Gregersen, e Clayton M. Christensen.

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INSEAD: Hal Gregersen on the Innovator’s DNA

Publicado por Julio Anjos em 2010, 10 de Janeiro

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TEDxoPorto: I’m going

Publicado por Julio Anjos em 2009, 30 de Dezembro

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Luís Filipe Lages: apontamentos de Internacionalização

Publicado por Julio Anjos em 2009, 26 de Dezembro

Leitura recomendada:

header[2]


“Há deficiência de formação de gestão nos cursos de  engenharia (ou de direito, etc), e deficiência de formação em quase tudo o que é criação de produtos reais nos cursos de gestão”. Isto é: as ferramentas necessárias ao empreendedorismo ou não existem ou são insuficientes.

Uns vivem viciados na tecnologia, outros no negócio, sem perceberem que têm de estar nas duas vertentes: produto e mercado.

Pessoas muito inteligentes acham-se capazes de desenvolver produtos / ferramentas / tecnologias sem que entendam o conceito de “consumidor”!

Isto dava um excelente tema de seminário no POSI!

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