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Seis homens cegos, um elefante, o google e BDEIE

Publicado por Julio Anjos em 2007, 8 de Julho

The Peloponnesian War and the Future of Reference, Cataloging, and Scholarship in Research Libraries

The paper is an examination of the overall principles and practices of both reference service and cataloging operations in the promotion of scholarly research, pointing out important differences not just in content available onsite and offsite, but also among necessary search techniques. It specifies the differences between scholarship and quick information seeking, and examines the implications of those differences for the future of cataloging. It examines various proposals that the profession should concentrate its efforts on alternatives to cataloging: relevance ranking, tagging, under-the-hood programming, etc. The paper considers the need for, and requirements of, education of researchers; and it examines in detail many of the glaring disconnects between theory and practice in the library profession today. Finally, it provides an overview of the whole “shape of the elephant” of library services, within which cataloging is only one component.

Este documento contem uma fábula indiana de tempos imemoriais e como se aplica nos tempos modernos ao google. Esta fábula deve ser decorada por todas as pessoas que têm de lutar contra a prática de “satisficiência galopante” de utilização desregrada do google e outros motores de pesquisa (mesmo a b-on)

Sei que muitos dos meus leitores não têm facilidade com o inglês portanto aqui vai:

Seis homens cegos foram colocados junto a um elefante e foi-lhes pedido para o descrever: um tocou na perna e disse que o elefante era como uma “árvore”; outro agarrado à cauda disse que era como uma “corda”; outro  sentiu  o lombo e disse que era como uma “parede” ; outro ainda sentiu a presa e disse que era como uma “lança”; ainda um outro disse que era como uma “abano” ao sentir a orelha; por ultimo o que se agarrou à tromba respondeu logo que era como uma “mangueira”.

Todos descobriram qualquer coisa… rapidamente… e ficaram completamente no escuro em termos de preenchimento da necessidade informativa que era necessário preencher.

Pesquisar por algo no google é exactamente o mesmo!

Recentemente tive de fazer uma revisão de literatura publicada sobre “bibliotecas digitais”. Sei que muitos colegas simplesmente iriam ao google, alguns, preciosamente poucos, ao Google Scholar, um ou outro iria à b-on.

A partir de dois sites indicados na literatura fornecida pelo discente acedi à literatura publicada por dois dos investigadores da área (esses mesmos documentos revisões de literatura também). A partir dessas listas de artigos foi-se à procura dos documentos primários, usando a B-ON, a ProQuest, o Google, o Google Scholar, e a Eprints for LIS. Fiquei assim com a visão do passado conseguindo deitar a mão a cerca de 60% dos documentos citados nessas revisões de literatura.

Depois fiz uma pesquisa por artigos que citassem os documentos nucleares, começando a tecer a ‘carpete’ para a frente, de geração em geração, até chegar a artigos publicados em 2006. Aqui foi usado o Google Scholar que não consegui entrar no citation index a partir de casa por VPN do IPP. Mas o facto é que sabendo o que queria encontrar, até o google foi útil, conseguindo descobrir um documento, não em primário mas numa transcrição embutida noutra obra devido a um prémio científico obtido pelo documento almejado. O interessante é que na maior parte das vezes que o google era omisso ou aberrante, (e foi-o muitas vezes) o yahoo dava uma ajuda muito boa, assim como o ask, e o academic live search.

Fiquei com 300++ páginas (em época de frequências a minha casa gasta três resmas de papel) das quais devo ter lido apenas 50 (que isto não era para tese, era só para mais de 15).

Fiquei também com informação, e algum conhecimento, sobre o “elefante” e, para o que devia apenas ter sido um leve (três ou quatro citações) tratamento do conceito “bibliotecas digitais”, gastei da página 4 a 10 e dez citações (Alguém tem output style NP405 completa para EndNote?) com dezenas de citações apud.

Agora tenho de colocar duas perguntas, e uma delas é directa à direcção do curso:

Porque raio está a disciplina de “Recuperação de Informação” no 3º ano?

A outra fica para depois de a nota de BDEIE ser lançada em livro de actos.

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